Ao contrário de 2008, quando candidatos só podiam fazer campanhas em seus sites oficiais e tinham de retirá-los com 48 horas da votação, em 2010 estará liberado o uso de sites, blogs, e-mails, vídeos, podcasts e a tão comentada rede social. E não poderia ser diferente, a internet é território livre, onde qualquer um pode se tornar emissor de informações e rebater manifestações em veículos próprios. Outro ponto é o fato do poder econômico não fazer diferença, e exatamente por isso, não faz sentido as suas proibições.
Depois de um show de Barack Obama na eleição americana de 2008 utilizando várias ferramentas tecnológicas e a internet, políticos e marqueteiros, impressionados com os significativos números alcançados pelo americano, querem realizar algo parecido por aqui.
Calcula-se que a campanha de Obama tenha disparado mais de 1 bilhão de mensagens para 13 milhões de e-mails cadastrados. Torpedos eram enviados para mais de 1 milhão de assinantes. No YouTube, foram postados 1.800 vídeos, vistos mais de 100 milhões de vezes. Obama também arrecadou US$ 500 milhões pela web. Cerca de 3 milhões de eleitores fizeram 6,5 milhões de doações individuais com valores abaixo de US$ 200.
Não haver restrições é apenas um ato de bom-senso. Todos, a partir de 2010, terão as ferramentas, mas quantos saberão realmente usá-las? Quem está preparado para enxergar a importância da internet em suas campanhas? Quantos estão aptos a explorar as novas tecnologias, a internet e seus infinitos recursos?
A Era da Informação está sendo mais do que uma mudança social. Ela é uma mudança na condição humana. Será a capacidade criativa e pensante, que sempre nos diferenciou dos demais animais, que determinará o sucesso de cada um.
Vamos esperar 2010 e veremos quem é o profile que vai agitar as redes sociais e se mostrar um candidato 2.0.
Texto originalmente publicado na revista Blitz Universitária.
